Milhões e milhões de dólares em produções. Outro valor quase semelhante em campanhas de publicidade. Filmes mirabolantes com efeitos surpreendentes. De nada adianta uma produtora aplicar tanto dinheiro em algo se uma única coisa não for atingida. E essa “coisa” somos nós.
O impensável está acontecendo. O cinema está perdendo espectadores. Um bom roteiro para um filme? Não, a vida
real. Cada vez mais as grandes salas de cinema estão esvaziando. Nos EUA, nesse ano, foram vendidos 199 milhões de ingressos a menos que em 2002, segundo Versignassi e Hueck (2008, p. 52). As rendas das grandes salas e das produtoras só não caiu em decorrência do aumento nos preços dos bilhetes, o que nos leva a uma questão: “por que pagar um valor muitas vezes exorbitante pelo direito de assistir a somente um filme, apenas uma única vez, se por um valor extremamente mais baixo, posso ver o mesmo filme e poder assisti-lo quantas vezes achar necessário no conforto de casa”?
Existem pontos positivos e negativos em cada um desses pontos de vista. O cinema nos oferece uma qualidade de som impossível de se conseguir mesmo com os melhores sistemas de home-teather do mercado; uma grande tela, tornando a experiência de assistir certos filmes algo único e claro, não vamos nos esquecer, assistimos em primeira mão os grandes lançamentos e estamos tranqüilos de estar fazendo a coisa certa perante a Lei.
Por outro lado, podemos hoje com a Internet fazer o download de diversos títulos (no caso do Brasil, filmes antigos, nunca lançados em DVD por aqui, e mesmo sem previsão) e produzir DVD’s personalizados, com mais de um filme, podendo criar coleções próprias, a um preço muito mais baixo do que os impostos pelas grandes mega-stores em shoppings ou na Internet.
Mas uma coisa devemos levar em conta nos dois fatores dentro da Lei (bilhetes de cinema e compra de DVD’s originais): até que ponto vale o preço que pagamos por ambos?